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Segunda, 6 de setembro de 2010
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Tupi já agita o mercado global de equipamentos

Máquinas que irão compor o sistema de produção da segunda fábrica do grupo Schulz chegaram em Campos dos Goytacazes.

A exploração do megacampo de Tupi e seus vizinhos da camada pré-sal terá um violento impacto no mercado de equipamentos para a indústria de petróleo e gás, que já opera a plena capacidade no Brasil e no mundo. Ela vai exigir um aumento da capacidade instalada dos fabricantes de dutos, sondas de perfuração e plataformas, entre outros equipamentos, e também já detonou um processo de desenvolvimento de novas tecnologias entre a Petrobras e seus fornecedores.

José Formigli, gerente-executivo do pré-sal da Petrobras, adianta que nas próximas semanas a empresa vai divulgar um primeiro levantamento de suas necessidades de aço, chapas, sondas e outros equipamentos para o teste e o projeto-piloto de desenvolvimento de produção em Tupi.

Em relatório sobre o impacto do présal sobre a indústria de equipamentos e serviços, o banco UBS calculou que serão necessários US$ 600 bilhões para produzir 50 bilhões de barris de petróleo e gás nos campos já descobertos na Bacia de Santos ao longo de toda vida útil desses reservatórios -30 anos ou mais. São mencionados Tupi, Júpiter e mais quatro já licitados. Desde sua criação, em 1954, até o ano passado, a Petrobras investiu US$ 222 bilhões e o investimento atingiu dois dígitos pela primeira vez em 2005, quando foram investidos US$ 11,2 bilhões. Em 2007, foram US$ 23 bilhões.

O volume das encomendas que serão feitas pela estatal e seus sócios é uma incógnita, mas a Petrobras já iniciou uma verdadeira operação de guerra para garantir os meios de exploração em um mercado saturado. Ela arrendou quase 80% dos navios-sonda com capacidade para perfurar águas profundas disponíveis no mercado mundial, contratou mais dez sondas de perfuração que chegam entre 2009 e 2011 e vai colocar 24 barcos de apoio exclusivos para Tupi. Na segunda-feira, avisou os empresários do setor que tem a "intenção de contratar 40 navios-sonda e plataformas de perfuração semi-submersíveis para operar em águas profundas e ultraprofundas".

As demandas da Petrobras vão afetar, em maior ou menor escala, as empresas que dispõem de tecnologia para atuar no pré-sal. A exploração irá exigir novos equipamentos, que demandam aços especiais, e outro modelo de plataforma.

 

Data:05/06/2008

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